Sabão da Costa (Òsé Dudu)

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O Sabão da Costa é bem conhecido tanto por adeptos do candomblé quanto por adeptos da umbanda. Com seu odor forte e característico, é muito usado em banhos que antecedem a rituais. Atualmente é produzido em formato de sabonete, em barras ou até mesmo em bolas. Mas vocês conhece a origem desse importante elemento ritualístico?

No início do século XVI, navegadores ibéricos, por falta de conhecimento geográfico, passaram a designar genericamente toda a costa atlântica africana e seu interior imediato, como “da costa”, e naturalmente, tudo o que dali procedesse possuía a mesma denominação, ou seja, seria “da costa”, e isso não serviu apenas para o sabão, mas também outros artigos tais como: pano da costa, pimenta da costa, limo da costa (ou banha de ori), esteira da costa etc.

Segundo estudos de diversos historiadores o sabão da Costa era importado pelo Brasil desde o ano de 1620. Nessa época ele era procedente de países como Gana e Camarões e, principalmente da Nigéria, que era um grande produtor. O antigo Daomé (atual República do Benin) e Togo também produziam o sabão que era trazido por escravos e traficantes de escravos.

No livro “Casa Grande e Senzala”, de Gilberto Freyre, é descrito que o sabão da costa passou a ser vendido ao povo em geral no Brasil, notadamente nas ruas do Rio de Janeiro, por escravos libertos logo após a Abolição da Escravatura.

Bom saber essas curiosidades, não é?! Melhor ainda é sentir o frescor que um banho com o sabão da costa proporciona.

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